Protocolo de Montreal e Emenda de Kigali

Desde 2024, o IEI Brasil intensifica sua atuação com foco na implementação da Emenda de Kigali no Brasil e atua no plano internacional para o fortalecimento do Protocolo de Montreal. Nesse período, o IEI Brasil ampliou o diálogo com organizações da sociedade civil de outros países, órgãos públicos brasileiros e a comunidade acadêmica. Em janeiro de 2025, o IEI Brasil criou uma área temática de atuação dedicada ao Protocolo de Montreal e à Emenda de Kigali.

Objetivo

Contribuir para o debate técnico e político sobre a implementação dos compromissos assumidos pelo Brasil, fortalecer as capacidades institucionais dos atores públicos envolvidos e promover maior integração entre a proteção da camada de ozônio e o combate ao aquecimento global, por meio da redução de hidrofluorcarbonetos (HFCs) e da promoção da eficiência energética.

Estratégia

A atuação do IEI Brasil no contexto do Protocolo de Montreal e da Emenda de Kigali combina três frentes principais:

  • PRODUÇÃO DE EVIDÊNCIAS TÉCNICAS

    para qualificar regulações de eficiência energética, acelerar a transição para tecnologias de baixo potencial de aquecimento global (GWP) e reforçar capacidades estatais.

  • ARTICULAÇÃO POLÍTICA E INSTITUCIONAL

    para fortalecer a implementação do Protocolo de Montreal e de sua Emenda de Kigali no Brasil.

  • COMUNICAÇÃO ESTRATÉGICA ACESSÍVEL

    para engajar consumidores e ampliar o entendimento social sobre a relação entre eficiência energética, redução de hidrofluorcarbonetos (HFCs) e combate às mudanças climáticas.

O que são o Protocolo de Montreal e a Emenda de Kigali?

Clique e conheça a história da criação dos tratados:

Como surgiu o Protocolo de Montreal?

O Protocolo de Montreal é um acordo ambiental internacional criado em 1987 com o objetivo de proteger a saúde humana e o meio ambiente por meio da eliminação gradual das Substâncias Destruidoras da Camada de Ozônio (SDOs). O Protocolo é reconhecido como um dos tratados ambientais mais bem-sucedidos do mundo, pois já eliminou mais de 98% da produção controlada de SDOs e fez com que a camada de ozônio apresentasse sinais claros de recuperação.

 

A história da criação do Protocolo de Montreal começou na década de 1970, quando cientistas descobriram que substâncias químicas amplamente utilizadas em aerossóis, sistemas de refrigeração, espumas e equipamentos de combate a incêndio estavam destruindo a camada de ozônio, uma faixa da atmosfera que funciona como um escudo natural contra a radiação ultravioleta do Sol.

 

A preocupação aumentou em 1985, quando pesquisadores identificaram uma intensa redução da camada de ozônio sobre a Antártica, fenômeno que ficou conhecido mundialmente como “buraco na camada de ozônio”. A descoberta confirmou que o problema era real e representava riscos para a saúde humana, os ecossistemas e a agricultura.

 

Diante desse cenário, os países decidiram atuar em conjunto. O primeiro passo foi a Convenção de Viena para a Proteção da Camada de Ozônio, adotada em 1985. A Convenção estabeleceu um compromisso internacional de cooperação científica, monitoramento e troca de informações, criando as bases para futuras medidas de controle, mas sem impor metas obrigatórias de redução das substâncias nocivas.

 

Dois anos depois, em 16 de setembro de 1987, foi adotado o Protocolo de Montreal sobre Substâncias que Destroem a Camada de Ozônio, que estabeleceu metas obrigatórias para eliminar gradualmente as substâncias responsáveis pela destruição da camada.

 

Ao longo dos anos, o acordo foi fortalecido por sucessivas emendas. A Emenda de Londres (1990) ampliou a lista de substâncias controladas; a Emenda de Copenhague (1992) antecipou prazos de eliminação e incluiu novas substâncias, como os hidroclorofluorcarbonetos (HCFCs); a Emenda de Montreal (1997) criou um sistema de licenciamento para o comércio internacional dessas substâncias; a Emenda de Pequim (1999) reforçou os controles e adicionou novos compostos à regulamentação; e a Emenda de Kigali (2016) ampliou o escopo do Protocolo ao incluir a redução gradual dos hidrofluorcarbonetos (HFCs).

Como surgiu a Emenda de Kigali?

O sucesso do Protocolo de Montreal levou, por volta de 2006, ao surgimento da percepção, em alguns espaços políticos, de que o Protocolo já teria cumprido sua função histórica. Diante dos resultados alcançados, passou-se a discutir se o Protocolo ainda teria um papel relevante a desempenhar no futuro.

 

Nessa mesma época, as mudanças climáticas ganhavam cada vez mais centralidade na agenda internacional. A comunidade científica passou a olhar com mais atenção para gases que permanecem menos tempo na atmosfera em relação ao principal gás de efeito estufa (dióxido de carbono – CO2), mas que aquecem muito mais o planeta.

 

A recomendação dos cientistas era de que reduzir esses gases poderia gerar benefícios climáticos mais rápidos do que atuar apenas sobre o dióxido de carbono, cuja mitigação avançava lentamente apesar da emergência climática. Nesse grupo estavam os hidrofluorcarbonetos (HFCs), usados principalmente em equipamentos de refrigeração e ar-condicionado.

 

A partir de 2009, alguns países começaram a propor formalmente que os HFCs fossem incluídos como substâncias controladas do Protocolo de Montreal. A ciência indicava que o uso desses gases estava crescendo de forma acelerada e poderia gerar um impacto climático significativo nas décadas seguintes.

 

Havia também um contexto político e econômico favorável, pois algumas empresas já desenvolviam alternativas tecnológicas e países particularmente vulneráveis aos efeitos do aquecimento global viam a redução desses gases como uma medida urgente.

 

Os HFCs também já estavam sendo amplamente utilizados como substitutos das SDOs no próprio contexto do Protocolo. O uso dos HFCs era uma espécie de efeito colateral da transição de substâncias promovida pelo Protocolo. Faria sentido, então, que a solução estivesse dentro do próprio Protocolo.

 

Esse processo levou à adoção da Emenda de Kigali ao Protocolo de Montreal, em 15 de outubro de 2016. A Emenda estabeleceu um plano global de redução gradual da produção e do consumo de HFCs ao longo das décadas seguintes, com metas diferenciadas por grupos de países. A Emenda entrou em vigor em 1º de janeiro de 2019, após alcançar o número mínimo de ratificações exigido.

Linha do Tempo

A linha do tempo a seguir reúne os principais marcos da evolução do Protocolo de Montreal, desde a descoberta do buraco na camada de ozônio até a Emenda de Kigali, evidenciando como o acordo foi sendo fortalecido ao longo do tempo para responder aos avanços da ciência e aos desafios ambientais.

 

Eficiência Energética

A eficiência energética é uma importante aliada da Emenda de Kigali. Embora a Emenda não estabeleça uma obrigação explícita de melhorar a eficiência dos equipamentos de refrigeração e ar condicionado, desde o início das discussões ficou evidente que a substituição dos gases refrigerantes, por si só, não seria suficiente para maximizar os benefícios climáticos da transição.

 

Isso porque, se os novos equipamentos consumirem mais eletricidade, parte do benefício obtido com a redução dos HFCs poderá ser anulada pelo aumento das emissões associadas à geração de energia. Nesse sentido, a transição para novos gases refrigerantes, que já envolve a substituição ou adaptação de equipamentos, representa também uma oportunidade para promover tecnologias mais eficientes e reduzir as emissões decorrentes do consumo de energia. Ao incorporar a eficiência energética, os benefícios da Emenda de Kigali se duplicam.

kigali-montreal-ee (1)

Clique e saiba mais:

O que torna um equipamento mais eficiente?

A eficiência energética dos equipamentos depende de diferentes fatores, incluindo sua tecnologia e o refrigerante utilizado. Os modelos com tecnologia inverter, por exemplo, apresentam maior eficiência energética do que os modelos convencionais, pois ajustam a velocidade do compressor à demanda de resfriamento, evitando ciclos frequentes de liga e desliga. Já em relação aos gases refrigerantes, o HFC-32 apresenta características termodinâmicas que podem contribuir para uma maior eficiência em determinadas aplicações, quando comparado ao R-410A. Além disso, possui menor potencial de aquecimento global (GWP) e, em muitos equipamentos, pode ser utilizado em menor quantidade. O HFC-32 pode ser considerado um refrigerante de transição, pois, embora apresente um GWP 67,7% menor que o do R-410A (GWP de 2.088), seu GWP de 675 ainda é considerado elevado, quando o preferível é que seja zero ou próximo de zero.

 

A combinação desses fatores pode ampliar os benefícios climáticos da transição. Enquanto equipamentos mais eficientes reduzem o consumo de eletricidade e, consequentemente, as emissões associadas à geração de energia, refrigerantes de menor GWP reduzem o impacto climático das emissões do próprio gás. É importante destacar, contudo, que o desempenho energético não depende exclusivamente do refrigerante, mas também do projeto do equipamento, das condições de operação, da instalação e da manutenção.

 

Essa discussão ganha ainda mais relevância diante do crescimento acelerado da demanda global por resfriamento. À medida que as temperaturas aumentam, a urbanização avança e o acesso a equipamentos de refrigeração se amplia, a tendência é de que essa demanda continue crescendo nas próximas décadas. Sem planejamento e sem políticas que priorizem a eficiência energética e a redução de emissões, essa expansão poderá gerar impactos climáticos significativos, além de aumentar a pressão sobre os sistemas de energia.

 

Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), na ausência de políticas mais robustas de eficiência energética, a demanda mundial de energia para resfriamento de ambientes deverá mais que triplicar até 2050, atingindo cerca de 6.200 TWh, enquanto o estoque global de aparelhos de ar condicionado poderá alcançar 5,6 bilhões de unidades, o equivalente à instalação de aproximadamente dez novos equipamentos por segundo ao longo de três décadas.

 

É nesse contexto que a eficiência energética ocupa um lugar central nas discussões relacionadas à Emenda de Kigali. Embora não constitua uma obrigação específica prevista em seu texto, a melhoria do desempenho energético dos equipamentos é reconhecida como uma estratégia fundamental para ampliar os benefícios climáticos da redução dos HFCs.

Eficiência energética na prática: a atuação do IEI Brasil

Em articulação com a Rede Kigali, o IEI Brasil atuou na produção de conhecimento, na incidência sobre políticas públicas e no diálogo com consumidores, setor privado e formuladores de políticas, buscando contribuir para que os equipamentos disponíveis no mercado brasileiro incorporassem padrões de eficiência energética mais ambiciosos.

 

Entre as iniciativas desenvolvidas, destacou-se o trabalho pela atualização dos mecanismos de eficiência energética de refrigeradores, incluindo a revisão da Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE), cuja metodologia permanecia desatualizada desde 2009. Por meio de estudos técnicos e de campanhas de advocacy junto a consumidores e formuladores de políticas, o IEI Brasil contribuiu para a publicação da Portaria Inmetro nº 332, de 4 de agosto de 2021, que revisou os critérios de eficiência energética aplicáveis a esses equipamentos.

 

A atuação do IEI Brasil também se estendeu à discussão e ao aprimoramento dos Padrões Mínimos de Desempenho Energético (MEPS, na sigla em inglês) para refrigeradores e aparelhos de ar condicionado. Nesse âmbito, os projetos buscaram contribuir para que os equipamentos comercializados no Brasil se aproximassem das melhores práticas internacionais, promovendo a redução do consumo de eletricidade e das emissões de gases de efeito estufa.

 

Ao articular a eficiência energética à agenda de transição dos gases refrigerantes, essas iniciativas também contribuíram para o debate sobre o cumprimento das metas climáticas brasileiras, expressas na Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC).

Implementação no Brasil

O Protocolo de Montreal foi adotado pelo Brasil em 6 de junho de 1990, por meio do Decreto nº 99.280. Desde então, o país ratificou e promulgou todas as emendas ao tratado, mantendo sua participação nos compromissos internacionais de proteção da camada de ozônio.

 

A implementação do Protocolo no país foi organizada em programas nacionais que acompanharam a evolução dos compromissos internacionais. O primeiro deles foi o Plano Nacional para Eliminação dos CFCs (PNC), responsável por apoiar a eliminação dos clorofluorcarbonetos (CFCs). Em seguida, o Brasil implementou o Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs (PBH), estruturado em etapas para reduzir gradualmente o consumo de hidroclorofluorcarbonetos (HCFCs), combinando instrumentos regulatórios, modernização tecnológica da indústria, capacitação de profissionais e fortalecimento das ações de controle.

LEIA MAIS

Com a entrada em vigor da Emenda de Kigali, o país iniciou uma nova fase por meio do Programa Brasileiro de Redução do Consumo dos HFCs (Programa HFCs). O Programa corresponde à estratégia nacional para cumprir as metas assumidas pelo Brasil no âmbito da Emenda e estabelece os setores prioritários de atuação, as tecnologias elegíveis, as ações de capacitação, as medidas de apoio à transição tecnológica da indústria, as estratégias para redução das emissões decorrentes de vazamentos e os mecanismos de monitoramento da implementação. Seu objetivo é promover a substituição gradual dos HFCs por alternativas de menor potencial de aquecimento global, conciliando proteção climática, eficiência energética e competitividade da indústria brasileira.

 

Entre novembro e dezembro de 2025, a Estratégia Nacional da Etapa I do Programa HFCs foi submetida à consulta pública. O IEI Brasil participou desse processo, apresentando contribuições técnicas ao documento. Após sua consolidação, o projeto brasileiro foi submetido ao Comitê Executivo do Fundo Multilateral para a Implementação do Protocolo de Montreal e, em junho de 2026, foi aprovada a primeira etapa do Programa HFCs para o período de 2026 a 2032.

 

No plano nacional, o Ministério do Meio Ambiente (MMA), por meio da Unidade de Ozônio, atua como ponto focal da implementação do Protocolo e da Emenda de Kigali, coordenando projetos e ações para a eliminação das substâncias que destroem a camada de ozônio. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), por meio da Diretoria de Qualidade Ambiental, é responsável pelo controle da importação, comercialização e uso das Substâncias Destruidoras da Camada de Ozônio (SDOs), já que o Brasil não as produz.

 

A execução técnica dos projetos é realizada em parceria com três agências implementadoras: o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a Agência Alemã para a Cooperação Internacional (GIZ) e a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Unido).

Linha do Tempo

Projeto e Rede Kigali

O início da trajetória do IEI Brasil com a Emenda de Kigali está ligado ao Projeto Kigali, que começou em 2017 e foi concluído em 2021 pelo Instituto Clima e Sociedade (iCS), com apoio do Kigali Cooling Efficiency Program (K-CEP), atual Clean Cooling Collaborative.

 

O Projeto Kigali teve como objetivo preparar o Brasil para a implementação da Emenda por meio do aumento da eficiência energética de equipamentos de refrigeração e ar condicionado, associando a redução de HFCs à elevação dos padrões técnicos. Entre seus objetivos também estava a ratificação da Emenda de Kigali pelo país.

LEIA MAIS

O Projeto Kigali focou inicialmente nos condicionadores de ar residenciais e comerciais leves. Em 2018, os níveis mínimos de eficiência energética (MEPS) foram revisados pelo Comitê Gestor de Indicadores de Eficiência Energética (CGIEE), após anos sem atualização.

 

Em 2019, o Projeto Kigali consolidou uma atuação conjunta com organizações da sociedade civil com a criação da Rede Kigali, da qual o IEI Brasil passou a fazer parte. A Rede produziu estudos técnicos para justificar a revisão de regulações de eficiência energética de equipamentos com proposições de índices mais rigorosos e mais alinhados a melhores práticas.

 

A Rede Kigali foi o único ator da sociedade, em 2019, a apresentar análise de impacto regulatório no processo de revisão da etiquetagem do Inmetro para condicionadores de ar. Também produziu um estudo comparado de etiquetas de endosso que contribuiu para mudanças no Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), que passou a adotar o Selo Procel Ouro para ares-condicionados. O novo selo incorporou, pela primeira vez no Brasil, o uso de gases refrigerantes de baixo Potencial de Aquecimento Global (GWP) como critério.

 

Entre 2020 e 2021, o IEI Brasil passou a coordenar ações da Rede Kigali voltadas também à revisão da etiquetagem de refrigeradores, que não era atualizada desde 2009.

 

Em 2021, o Projeto Kigali foi concluído com um aumento médio de 11,6% na eficiência energética dos aparelhos de ar condicionado disponíveis no mercado brasileiro, superando a meta inicial de 8%. Em agosto de 2021, o Kigali Cooling Efficiency Program (K-CEP) concedeu o prêmio K-CEP Strongest Collaborators Award ao iCS pelo trabalho em parceria com as organizações no Projeto Kigali.

 

No campo político, a Rede Kigali atuou pela aprovação da Emenda de Kigali no Brasil. A tramitação legislativa teve início em 2018, impulsionada pela atuação da Rede, que seguiu mobilizada para assegurar o avanço do processo na Câmara dos Deputados. A partir de novembro de 2021, sob coordenação do IEI Brasil, a Rede intensificou sua atuação na Câmara e depois no Senado Federal, contando com o apoio de associações do setor de ar condicionado e refrigeração. O processo legislativo foi concluído em julho de 2022, com a promulgação da Emenda por meio do Decreto Legislativo nº 95/2022, tornando o Brasil o 139º país a ratificá-la.

 

Apesar da ratificação no âmbito do Protocolo de Montreal, era necessária a promulgação interna para que a Emenda passasse a vigorar como norma jurídica no país. Em agosto de 2023, a Emenda foi promulgada por meio do Decreto nº 11.666. Nessa etapa, a Rede Kigali atuou junto ao Ministério das Relações Exteriores, ao Ministério do Meio Ambiente e à Casa Civil para acelerar sua promulgação – pois já em 2024 entraria em vigor a primeira meta da Emenda de Kigali e o Brasil poderia deixar de acessar os recursos a fundo perdido do Protocolo de Montreal.

 

O Projeto e a Rede Kigali também tiveram, ao longo de toda a sua história, ações de comunicação para tornar o tema mais acessível e mobilizar a sociedade. Diversas campanhas de comunicação foram feitas para aumentar o conhecimento do público sobre o Protocolo de Montreal e a Emenda de Kigali, eficiência energética, o uso dos aparelhos de ar condicionado e outros equipamentos que consomem energia, entre outros temas. Esses assuntos também conquistaram espaço em diversos veículos de comunicação e mobilizaram a opinião pública, além de registrar a atuação da Rede Kigali.

Divulgação científica

O IEI Brasil criou e produziu, dentro do Projeto Kigali, histórias em quadrinhos da heroína Super Eficiência Energética (Super EE) e a animação Kigalinha. São peças de comunicação voltadas ao grande público, elaboradas de forma acessível e didática.

 

A primeira história em quadrinhos da Super EE foi lançada no dia 30 de janeiro de 2019, Dia do Quadrinho Nacional. Desde então, a heroína já enfrentou diversos vilões do desperdício de energia e já ajudou muitos aparelhos a se tornarem mais eficientes.

 

A partir de 2021, o desenho da Super EE passou a ser feito por ilustradoras. A heroína já ganhou quatro versões nos traços das profissionais, em diversas histórias. Confira todas aqui na página da Super EE.

Q5
Kigalinha-Chico (1)

A animação Kigalinha foi lançada pelo IEI Brasil em 2022 e apresenta uma galinha ciborgue que vem do futuro para combater o aquecimento global. A protagonista, cujo nome remete à Emenda de Kigali, explica a Chico, um garoto carioca, as consequências da ação humana sobre o planeta e as medidas possíveis para reduzir esses impactos.

 

Em 2024, Kigalinha virou filme e passou a fazer parte do catálogo de plataformas de conteúdo educativo e a participar de mostras e festivais de cinema. Em 2025, Kigalinha foi premiada com os troféus de melhor curta-metragem de animação e de seleção especial do júri na Mostra Competitiva Nacional do Festival de Cinema de Trancoso.

 

Saiba mais sobre a Kigalinha e assista aos seis episódios da primeira temporada aqui.

Publicações

O IEI Brasil elaborou dois documentos informativos sobre a implementação do Protocolo de Montreal e da Emenda de Kigali: Protocolo de Montreal no Brasil: visão geral da implementação, que apresenta o histórico da implementação nacional e a evolução dos programas brasileiros, e um fact sheet sobre a primeira etapa da implementação da Emenda de Kigali.

 

Confira também as últimas publicações e notícias da área:

Notícias

Panoramas

Foto em destaque: Canva; Imagens nos círculos: 1 – Canva; 2 e 3 – IEI Brasil; Foto na seção Eficiência Energética: Canva; Imagens em Divulgação Científica: IEI Brasil