Você sabe escolher lâmpadas? Parte 1 - tipos de lâmpadas - IEI - International Energy Initiative - Brasil
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Você sabe escolher lâmpadas? Parte 1 – tipos de lâmpadas

Você sabe escolher lâmpadas? Parte 1 – tipos de lâmpadas

Tempo para leitura: 5 minutos

Texto: Gabrielle Adabo – IEI Brasil

Consultoria técnica: Rodolfo Gomes – IEI Brasil

O IEI Explica começa hoje uma série sobre lâmpadas. O objetivo é ajudar você, leitor, a ter mais informação na hora da compra e evitar a aquisição de uma lâmpada que pode não ser compatível com o que você precisa (quem nunca, né?).

Tudo começa com a escolha do tipo certo de lâmpada e para isso você precisa conhecer o que está disponível no mercado. Existem diversos tipos de lâmpadas e cada um desses tipos – fluorescentes e LEDs, por exemplo – usa uma determinada tecnologia para gerar luz. Atualmente, para a iluminação residencial, o tipo de lâmpada mais comum de ser encontrado à venda são as lâmpadas de LED. Elas são uma grande evolução em relação às lâmpadas fluorescentes e às incandescentes por consumirem bem menos eletricidade para gerar a mesma quantidade de luz. O IEI explica de hoje vai falar sobre as três principais gerações de lâmpadas: incandescentes, fluorescentes e LED (e, ao final dele, as gerações de lâmpadas são personificadas no quadrinho “A turma da eficiência energética em: choque de gerações”).

As lâmpadas incandescentes foram as primeiras, das que usam energia elétrica para funcionar, a surgir, mas a sua venda hoje é proibida no Brasil e em vários países no mundo por consumirem muita eletricidade. A proibição foi progressiva, acontece desde 2010 com a publicação de uma portaria (Portaria Interministerial nº 1.007, de 31 de dezembro de 2010) feita, na época, pelos então Ministério de Minas e Energia, Ministério da Ciência e Tecnologia e Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

As lâmpadas incandescentes funcionam com um filamento, normalmente de tungstênio, em seu interior. A passagem da corrente elétrica esquenta esse filamento a ponto de ele ficar incandescente (daí o nome). O interior das lâmpadas incandescentes geralmente é também preenchido por gases como o argônio e o nitrogênio (esses gases servem para não “enferrujar” o tungstênio e fazer com que ele dure mais). 

 

Lâmpada incandescente: luz é gerada por meio de um filamento aquecido. Foto: Gabrielle Adabo

 

Outro tipo de lâmpada que também gera luz por meio de um filamento é a halógena. As lâmpadas halógenas, assim como as incandescentes, possuem filamentos de tungstênio e gases em seu interior, mas têm, além disso, um pouquinho de iodo ou bromo, elementos chamados de halógenos ou halogêneos (lembra da tabela periódica das aulas de Química? Esses elementos fazem parte do grupo 17 ou 7A e atraem muitos elétrons, o que é bacana para gerar luz e ajuda a consumir menos eletricidade). 

Por consumirem menos eletricidade que as lâmpadas incandescentes e terem um efeito de iluminação semelhante a elas, as lâmpadas halógenas atuam como uma espécie de substitutas das lâmpadas incandescentes desde a proibição da venda destas lâmpadas no Brasil. Mas atenção: as lâmpadas halógenas consomem muito mais energia e duram bem menos que as lâmpadas fluorescente e as de LED – então, apesar de serem esteticamente agradáveis, é preciso consumi-las com moderação. O seu comércio já foi inclusive proibido em alguns países – nos da União Europeia, por exemplo. Hoje também é possível encontrar lâmpadas de LED que imitam as incandescentes em seu formato (que eram bonitinhas para a decoração), mas que consomem beeeem menos energia do que estas consumiam. 

As lâmpadas fluorescentes foram consideradas uma evolução em relação às incandescentes por consumirem menos eletricidade para iluminar a mesma coisa – cerca de 75% menos. As lâmpadas fluorescentes podem ser encontradas em formato tubular, circular ou compacto. A parte interna das lâmpadas fluorescentes tem a superfície coberta por um pó (por isso elas são brancas) que é responsável por atrair os elétrons e fazê-los circular dentro da lâmpada gerando luz (óóóó!). As fluorescentes compactas são as mais utilizadas em ambientes domésticos – as tubulares são indicadas para ambientes maiores, como os de uma fábrica ou um escritório, por exemplo, embora ainda sejam encontradas em várias cozinhas de casas. As compactas normalmente aparecem em dois formatos: 3 Us ou espiral (estas são indicadas para iluminação embutida ou para usar com abajures, lustres etc.).

 

Lâmpadas fluorescentes: superfície é coberta por um pó que atrai os elétrons gerando luz. Foto: Gabrielle Adabo

 

Por último, mas não menos importantes, surgiram as lâmpadas de LED, as campeãs em eficiência. LED é a sigla para Light Emitting Diode que quer dizer diodo emissor de luz. O diodo é uma “plaquinha” que conduz eletricidade somente em um sentido. O LED é basicamente um diodo que emite luz quando essa corrente elétrica passa por dentro dele. Uma lâmpada de LED é um conjunto de vários diodos emissores de luz – eles estão localizados sobre uma superfície dentro daquela parte branca de plástico que divide a lâmpada ao meio, a metade de baixo (veja na imagem ao lado). Esses LEDs estão ligados em um circuito elétrico, portanto se um deles queimar, a lâmpada toda irá parar de funcionar. Há, hoje, no mercado, uma diversidade imensa de lâmpadas de LED que vão de cordões e fitas, passando pelo formato tradicional em bulbo, até as LEDs inteligentes que podem ser controladas por meio de um aplicativo instalado em celulares ou tablets. 

 

Lâmpada de LED: luz gerada por diodos. Foto: Gabrielle Adabo


Conjunto de diodos emissores de luz dentro da lâmpada de LED. Foto: Gabrielle Adabo

 

Além desses três tipos básicos de lâmpadas, que são as opções mais comuns de se encontrar quando o assunto é iluminação doméstica, há outras opções, por assim dizer, mais requintadas. Esses três tipos de lâmpadas – em formato de bulbo no caso das lâmpadas de LED e incandescentes e em formato de 3 Us ou espiral, para as fluorescentes compactas – emitem luz em todas as direções e iluminam o ambiente como um todo, por isso são normalmente instaladas no centro dele. Mas, se você quer uma iluminação direcionada para um determinado objeto ou pedaço do ambiente, as lâmpadas dicróicas podem ser as mais indicadas, pois possuem um refletor coberto por um material dicróico que faz com que apenas uma parte da luz emitida incida no ambiente, sem precisar de nenhum acessório (como luminárias e spots) para direcionar a luz. O efeito é um feixe de luz direcionável e com menos calor do que as demais lâmpadas e que, por isso, é mais indicado para iluminar obras de arte, vinhos, tecidos etc. As lâmpadas dicróicas podem ser halógenas ou de LED.

Há, também, lâmpadas que são dimerizáveis, ou seja, apresentam a possibilidade de controlar o brilho por meio de um interruptor ou aplicativo. Para as lâmpadas que não possuem esse recurso, é preciso prestar atenção na hora da compra para escolher corretamente a intensidade de luz que você deseja. Outro fator importante, e que pode interferir no conforto da iluminação, é a escolha da cor da lâmpada. Mas isso é assunto para o próximo IEI Explica, aguarde!

E aí? O IEI explicou ou complicou? Deixe seu comentário!

E, como prometido, fique agora com o quadrinho:

Leia o segundo post da série: VOCÊ SABE ESCOLHER LÂMPADAS? PARTE 2 – MEDIDAS.