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2ª Oficina sobre eficiência energética e geração distribuída da IEI Brasil reúne lideranças do setor elétrico

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A 2ª Oficina da IEI Brasil promoveu o encontro de lideranças do setor elétrico brasileiro para avaliar os impactos do aumento da geração distribuída e da eficiência energética para os consumidores finais. O encontro, realizado no dia 9 de agosto, em Campinas (SP), reuniu especialistas do Ministério de Minas e Energia (MME), da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), entre outras instituições, além de acadêmicos e representantes da sociedade civil.

Com o tema “Geração distribuída renovável, eficiência energética e o consumidor final: desafios e caminhos para uma economia de baixo carbono”, o evento reuniu cerca de 30 participantes. O primeiro painel, “Política, planejamento energético e regulação e estrutura tarifária para maior inserção de geração distribuída renovável e eficiência energética” foi apresentado pelo pesquisador da IEI Brasil, Raphael Heideier.

A pesquisa da IEI Brasil levantou dados sobre mecanismos e modelos de negócio tendo como base um cenário com maior presença de geração distribuída e eficiência energética . Um dos objetivos foi simular impactos sociais, econômicos e ambientais, como o aumento da criação de empregos, a possível variação da tarifa final de energia, da receita das concessionárias e da arrecadação de impostos, além de redução das emissões de gases de efeito estufa. O objetivo do painel foi apresentar a metodologia e os resultados obtidos para receber sugestões e comentários para melhorias e ajustes necessários. O vídeo da apresentação completa pode ser acessado aqui.

Em seguida, foi realizado um debate com os palestrantes Ubiratan Francisco Castellano, assessor do Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do MME; Tiago de Barros Correia, diretor da ANEEL e Ricardo Gorini, diretor de Estudos Econômico-Energéticos e Ambientais da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Os pesquisadores da IEI Brasil Raphael Heideier e Sérgio Valdir Bajay mediaram a conversa, que foi aberta para intervenções dos convidados.

Um dos pontos ressaltados pelo diretor da ANEEL foi a necessidade de a eficiência energética ser tratada como um recurso energético. “Quando a gente pensa na matriz energética, muitas vezes não leva em conta a eficiência energética. Ela precisa aparecer ao lado da eólica, solar etc”, afirmou.

Ubiratan Francisco Castellano, do MME, destacou a metodologia utilizada na pesquisa apresentada pela IEI Brasil, que utilizou um caso prático com dados fornecidos pela CPFL para simulação de cenários. “Há uma construção de uma situação de estudo que direciona possibilidades, abre a questão de você ter resultados que balizam as ações seguintes, em cima de um caso prático.”

Ainda sobre o encontro, Castellano continua: “Com as várias sugestões que o público colocou, a gente também aprendeu que existe um encaminhamento interessante que está sendo dado e que a gente vai certamente ter proveito para o trabalho de metodologias, para o trabalho de proposição de políticas, para os próprios trabalhos que o ministério faz com os demais agentes, com a EPE etc. Porque o trabalho que o IEI está fazendo vai significar mais uma ferramenta colocada e mais uma informação qualificada para ajudar neste debate”.

Na parte da tarde foi realizado o segundo painel, intitulado “Reflexões sobre o planejamento setorial – PDE2026 e os aspectos de GD Renováveis e EE dentro do contexto de mudanças do setor elétrico”. Para a discussão, Thiago Bigi, da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), juntou-se aos representantes do MME, da ANEEL e da EPE. O diálogo, mediado pelo diretor executivo da IEI Brasil, Gilberto Jannuzzi, foi aberto ao público, que pôde participar com perguntas e observações.

“As críticas e discussões realizadas na oficina nos ajudarão a melhor ajustar nossa contribuição e a entender o papel e as oportunidades oferecidas pelas novas tecnologias distribuídas no contexto brasileiro. Foi um encontro bastante produtivo e estimulante para nós”, avalia Jannuzzi.

Para o diretor da ANEEL, Tiago Barros Correia, os dados e as simulações apresentadas no encontro podem auxiliar nos próximos passos do setor. “A principal contribuição que eu vejo aqui é um bom mapeamento de quais são os efeitos do ponto de vista de sustentabilidade ambiental, da sustentabilidade econômica, do ponto de vista tributário, para o Estado também, enfim, para todos os stakeholders, todos os agentes envolvidos na política, para que eles possam, então, poder identificar quais são os efeitos [da maior aplicação da geração distribuída e eficiência energética e com base no resultado líquido, que é positivo, poder tomar uma decisão mais adequada e mitigar quais sejam aqueles efeitos negativos eventualmente identificados”.

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