IEI Brasil contribui com o relatório “[R]evolução Energética”, publicação do Greenpeace - IEI - International Energy Initiative - Brasil
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IEI Brasil contribui com o relatório “[R]evolução Energética”, publicação do Greenpeace

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O ano é 2050. O Brasil alcançou o desafio de ter 100% de sua matriz energética abastecida por fontes renováveis, zerando as emissões de gases de efeito estufa no setor de energia. Você acredita que isso seja possível? De acordo com o relatório [R]evolução Energética (download abaixo), publicado pelo Greenpeace Brasil e disponível para download, esse cenário pode, sim, ser alcançado. Para isso, é preciso que ocorram investimentos nas tecnologias certas, que políticas públicas favoráveis sejam adotadas e que autoridades e a população se conscientizem dos benefícios sociais, econômicos e ambientais dessa “revolução”.

Um dos pilares desta mudança passa por uma maior implantação da eficiência energética, que, de acordo com o documento, pode ser entendida como o “melhor aproveitamento da energia utilizada para uma determinada finalidade”. Tecnologias e processos eficientes utilizam menos energia para atender usos como iluminação, refrigeração, processos industriais, aquecimento etc. Sobre esse tema, o diretor executivo da IEI Brasil, Gilberto Jannuzzi, coordenou a parte de “Eficiência e Transição Energética para a Indústria e outros setores” do relatório.

As projeções foram feitas tendo como base dois cenários: o base, no qual as políticas para o setor seguiriam como estão, e o Revolução Energética, no qual o Greenpeace Brasil considerou o potencial do país para utilização de energias limpas e eficiência energética. Neste último, a estimativa é a de chegar em 2050 com um ganho de 47% em eficiência energética. Ou seja, seria possível atender a demanda de eletricidade usando praticamente a metade do volume de energia. Isso não apenas significa economia nas contas de eletricidade como também em menor necessidade na construção de novas usinas de geração e de seus impactos socioambientais e econômicos decorrentes.

Para conquistar esse patamar será preciso fazer uma transição gradual, com incentivos à geração distribuída (com pessoas produzindo sua própria eletricidade, como instalando painéis fotovoltaicos em suas residências, por exemplo), contribuindo, assim, para sistemas mais descentralizados, ou seja, mais próximos aos centros de consumo.

A diversificação das fontes de energia, passando pela eólica, solar, hídrica, oceânica e biomassa é um dos pontos-chave da mudança, assim como a integração entre si e também entre elas e os consumidores finais (eficiência energética), que passam a ter um papel mais ativo no funcionamento do sistema elétrico. O relatório, publicado em 2016, também aborda a questão da mobilidade nas cidades e do uso de fontes renováveis para os transportes.

No cenário da Revolução Energética estão previstas grandes conquistas: diminuição da poluição, aumento da qualidade de vida nas cidades, geração de novos postos de trabalho, proteção da biodiversidade e dos direitos de comunidades tradicionais e de indígenas. Voltando à pergunta inicial, você acredita que isso seja possível? Segundo o próprio Greenpeace, esse Brasil é possível sim, mas “só chegaremos lá se tivermos vontade política”. O relatório completo pode ser baixado aqui:

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